A Ucrânia e a Rússia informaram nesta segunda-feira (2) que aplicativos utilizados para emitir alertas de emergência à população foram alvos de ataques cibernéticos. As invasões resultaram no envio de notificações falsas sobre riscos de ataques aéreos, químicos e nucleares, gerando momentos de tensão em ambos os países. Os incidentes ocorreram com poucas horas de diferença entre si.
As ações cibernéticas coincidiram com o encerramento de um cessar-fogo local de seis dias na região de Kherson, localizada no sul ucraniano. A trégua, que vigorou entre 27 de outubro e 1º de novembro em Oleshki, foi a mais longa registrada desde o início do conflito em larga escala em 2022, tendo sido intermediada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump.
No território ucraniano, o aplicativo público de alertas aéreos começou a emitir mensagens falsas pouco antes das 23h de domingo, no horário local, atingindo moradores da capital, Kiev, e de outras regiões. Os textos mencionavam supostos ataques radiológicos, químicos e o lançamento de um míssil hipersônico Oreshnik. A Força Aérea da Ucrânia confirmou a invasão do sistema, destacando que os avisos continham o idioma russo, o que contraria as normas oficiais do país, e o Centro Ucraniano para Comunicações Estratégicas atribuiu o ataque a Moscou.
Poucas horas depois, o Ministério de Situações de Emergência da Rússia relatou que seu aplicativo móvel também sofreu um ciberataque em larga escala. A plataforma russa foi utilizada para disparar uma mensagem falsa sobre o lançamento de ogivas nucleares contra todas as regiões do país, orientando moradores a buscarem abrigos e estocarem mantimentos. O texto continha linguagem coloquial e termos depreciativos. O grupo pró-Ucrânia Atesh assumiu a autoria da invasão ao publicar capturas de tela do alerta, enquanto o governo russo minimizou o impacto e destacou que o aplicativo funciona apenas como uma ferramenta complementar de informação.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.


