O senador Flávio Bolsonaro (PL) optou por não comparecer ao debate presidencial da TV Globo, agendado para esta quinta-feira (1º). O evento representava o último confronto entre os candidatos antes da votação do primeiro turno, marcada para domingo (4). A mudança de rumo na campanha ocorreu após uma avaliação estratégica motivada por decisões da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal.

A principal motivação para a desistência esteve ligada a uma determinação da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A magistrada proibiu a emissora de manter uma cadeira vazia no estúdio para simbolizar a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia inicial da equipe de Flávio consistia em explorar politicamente a ausência do petista durante o programa, utilizando inclusive o assento reservado como recurso visual. Com a proibição, os auxiliares passaram a reavaliar a conveniência da participação.

Outro fator que pesou na decisão foi uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que deferiu um pedido do candidato Renan Santos, do partido Missão, para integrar o debate. Diante da inclusão de mais um concorrente à direita com postura crítica ao senador, a avaliação interna indicou o risco de exposição a um fogo cruzado desfavorável.

A saída de Flávio dividiu os aliados nos bastidores. Um grupo defendia a presença no estúdio para evitar o desgaste político de uma ausência na reta final da campanha, após a confirmação prévia. Outra ala argumentava que a ausência de Lula combinada com a proibição da cadeira vazia retirava o apelo estratégico do evento. Prevaleceu a tese do cancelamento.

Com a ausência de Flávio Bolsonaro e a já anunciada recusa de Lula, o debate perde os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto. A alteração na presença dos candidatos reconfigura o cenário dos confrontos televisionados na reta decisiva da disputa presidencial.

Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.