O candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, recebeu novos apoios políticos para a disputa eleitoral. A federação União Progressista, integrada por União Brasil e Progressistas, formalizou seu respaldo à candidatura. Além disso, a legenda Novo, cujo candidato no primeiro turno foi Romeu Zema, também confirmou apoio ao pleito do candidato liberal.

Durante entrevista coletiva realizada em Brasília para oficializar a adesão da federação União Progressista, Flávio Bolsonaro abordou a intenção de promover modificações na Carta Magna. Segundo o postulante ao Executivo, tópicos ligados à tributação e à redução da maioridade penal demandam alterações por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O candidato destacou a necessidade de implementar uma reforma no Poder Judiciário e reiterou seu posicionamento favorável à redução da maioridade penal. Bolsonaro também mencionou que determinados pontos da reforma tributária necessitam de tramitação via PEC no Congresso Nacional.

Entre as propostas apresentadas, Bolsonaro defendeu o encerramento do instituto da reeleição para cargos executivos. Ele declarou que, caso alcance a vitória na eleição, não buscará um novo mandato e trabalhará junto ao Parlamento para aprovar a medida. De acordo com o candidato, caberá ao Congresso definir a duração dos mandatos, estabelecendo se serão de quatro ou cinco anos, e se a regra abrangerá apenas a Presidência da República ou também os governos estaduais.

O cenário político recente também foi marcado pelo desempenho das siglas nas eleições legislativas ocorridas no último domingo. O PL registrou expressiva ampliação de sua representação parlamentar, elegendo 19 senadores para somar um total de 28 parlamentares na Casa alta, além de garantir 121 deputados federais, formando a maior bancada da Câmara.

Por sua vez, o Partido dos Trabalhadores conquistou vagas no Senado em estados como Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na Câmara dos Deputados, a segunda maior bancada passou a ser a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, alcançando 88 parlamentares eleitos.

Origem da informação: Agência Brasil — veja a fonte original.