Milhares de eleitores vão às urnas nos Estados Unidos nesta terça-feira para participar das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, que definirão qual partido passará a controlar a Câmara e o Senado pelos próximos dois anos. A votação é considerada crucial para o presidente Donald Trump. Diferentemente do Brasil, o país norte-americano não possui um órgão nacional como o Tribunal Superior Eleitoral para coordenar o pleito e totalizar os votos em âmbito federal, fazendo com que cada estado siga suas próprias regras.

O processo de apuração varia de acordo com a localidade e tem início assim que as seções eleitorais encerram suas atividades. Os horários de fechamento diferem entre os estados: na Flórida, o encerramento ocorre às 19h; em Nova York, às 21h; enquanto no Tennessee o horário é definido por condado. Em boa parte dos estados norte-americanos, a votação utiliza cédulas de papel, cuja contagem é realizada por trabalhadores eleitorais e fiscalizada diretamente por representantes dos partidos políticos. Caso a diferença entre os candidatos seja muito estreita, a Justiça ou os partidos podem requisitar uma recontagem para certificar o vencedor oficial.

Os primeiros resultados parciais devem ser divulgados ainda na noite de terça-feira. No entanto, a definição exata sobre qual partido conquistará a maioria no Congresso pode levar dias. Nas eleições de 2022, por exemplo, o desfecho da disputa pela Câmara dos Representantes demorou mais de uma semana para ser concluído, impulsionado por fatores como o tempo necessário para computar os votos enviados pelo correio. Relatórios da imprensa americana indicam que as campanhas arrecadaram mais de 15 bilhões de dólares em investimentos partidários para a eleição de deputados e senadores.

Como o país carece de uma centralização oficial da apuração, a consolidação dos dados costuma ser realizada pela imprensa, com destaque para a atuação da agência Associated Press, que há quase duzentas anos atua na coleta de resultados oficiais e projeções estatísticas. O Congresso dos Estados Unidos passa por renovações parciais a cada dois anos, sendo que a cada ciclo eleitoral de meio de mandato são renovadas todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, cujos mandatos duram dois anos, além de 35 das 100 vagas do Senado, cujos mandatos se estendem por seis anos.

Origem da informação: G1 — veja a fonte original.