A taxa oficial de desmatamento consolidada pelo sistema Prodes apontou que a destruição de vegetação nativa na Amazônia e no Cerrado atingiu o menor nível desde o início das medições. Os resultados divulgados revelam o quinto ano consecutivo de queda na Amazônia e o quarto período de retração no Cerrado.

Entre os meses de agosto de 2025 e julho de 2026, a Amazônia registrou a perda de mais de 3 mil quilômetros quadrados de floresta. O montante representa uma redução de 42% em comparação com o intervalo anterior, configurando a menor taxa da série histórica para o bioma em quase 40 anos. Apesar da expressiva retração geral, o estado do Pará ainda responde por um terço de todo o desmatamento verificado na região.

No Cerrado, os satélites monitorados pelo Inpe documentaram uma diminuição de 24%, contabilizando 5,5 mil quilômetros quadrados de áreas desmatadas. Com o resultado, o bioma atinge o menor patamar de sua série histórica iniciada no ano 2000, completando um quarto de século com o índice mais baixo registrado. O Maranhão figurou na liderança da derrubada de vegetação local, embora os dados também confirmem a trajetória de baixa.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, atribuiu a queda generalizada a uma atuação conjunta envolvendo os estados e a sociedade civil. Além disso, o ministro destacou que a abstenção de desmatamento por parte da maioria das propriedades privadas no ano de 2025 foi determinante para o resultado positivo.

Segundo os dados oficiais citados pela pasta, a supressão de vegetação ocorreu em apenas 1,8% dos imóveis rurais em todo o território nacional, de um total de 8,5 milhões de propriedades. Para o governo, o índice demonstra que a grande maioria dos produtores rurais optou por não desmatar no período recente, alterando o cenário tradicionalmente associado ao setor.

Origem da informação: G1 — veja a fonte original.