Um ataque a tiros na Praça do Mercado Principal de Cracóvia, na Polônia, deixou cinco pessoas mortas e cerca de uma dúzia de feridos, incluindo agentes das forças de segurança. De acordo com informações divulgadas pelo departamento de polícia local, a ocorrência teve início por volta das 15h no horário local, equivalente às 11h no horário de Brasília.

As autoridades informaram que o agressor entrou na praça conduzindo um veículo e passou a disparar de forma aleatória contra pedestres a partir de dentro do automóvel. O suspeito foi identificado como sendo um cidadão polonês que vestia roupas com estilo militar. Durante a operação de detenção, houve troca de tiros e o homem foi baleado, sendo posteriormente encaminhado a uma unidade hospitalar.

Entre os feridos estão policiais que atuaram na intervenção. O ministro do Interior polonês, Marcin Kierwiński, relatou que um dos agentes atingidos encontra-se em estado muito crítico após sofrer três ferimentos por arma de fogo e passar por procedimentos cirúrgicos. Um segundo policial também foi baleado na ação. A prefeitura da cidade confirmou que os disparos em movimento também atingiram um bonde que passava pelo local, embora nenhum passageiro ou motorista tenha se ferido.

Testemunhas relataram momentos de tensão durante o incidente. Uma mulher identificada como Tali contou à agência Reuters que buscou abrigo no andar superior de um restaurante ao presenciar o ataque, aguardando até perceber a movimentação de helicópteros de emergência. A administração municipal orientou os moradores a evitarem a região enquanto as equipes de segurança conduzem as investigações.

O primeiro-ministro Donald Tusk declarou estar acompanhando a situação por meio de atualizações do Ministério do Interior, enquanto o presidente Karol Nawrocki manifestou profunda preocupação com o ocorrido e afirmou manter contato com as autoridades para esclarecer todas as circunstâncias do caso. O chefe do Departamento de Segurança Nacional também se deslocou para a cidade polonesa.

Origem da informação: BBC News Brasil — veja a fonte original.