A aposentadoria de Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa, anunciada nesta quinta-feira, provocou uma série de manifestações de admiração por parte de atletas, ex-colegas e treinadores. Aos 41 anos, o craque encerra uma jornada de mais de duas décadas servindo ao país, período no qual consolidou números recordes e liderou o time a conquistas inéditas.

Entre os atuais integrantes do grupo, o zagueiro Rúben Dias destacou a importância de CR7, afirmando que o atacante sempre será uma inspiração e que compartilhar o campo com ele foi um privilégio. No mesmo tom, o goleiro Diogo Costa classificou o convívio como uma experiência única. O atacante Pedro Gonçalves enfatizou a gratidão pessoal pelo suporte recebido, classificando Ronaldo como uma lenda que elevou o patamar do futebol português globalmente.

O reconhecimento também veio de nomes que fizeram parte da história do atleta, como o ex-meio-campista Maniche e o atacante João Félix, que utilizaram o termo "lenda" para definir o legado do jogador. O técnico Fernando Santos, que comandou a equipe entre 2014 e 2022, destacou a marca imorredoura deixada por Ronaldo, reforçando a admiração e o respeito pela história construída.

Ao longo de 23 anos, o atacante acumulou 243 jogos e 146 gols pela seleção, tornando-se o maior artilheiro da história das seleções masculinas. Sua trajetória incluiu o título da Eurocopa em 2016 e as conquistas da Liga das Nações em 2019 e 2025. O jogador encerra o ciclo após ter disputado seis edições de Copas do Mundo, sendo o primeiro a marcar gols em cinco edições distintas do torneio.

A decisão da aposentadoria oficial ocorre em um momento de transição, semanas após um atrito com o técnico Jorge Jesus durante a Data Fifa. Apesar das mudanças no cenário recente, a Federação Portuguesa de Futebol já sinalizou a organização de um evento para homenagear o legado do jogador que se tornou o maior símbolo da história do futebol nacional.

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